Em dia calmo e com poucos negócios, a moeda norte-americana voltou a cair. No mercado interbancário, o dólar comercial recuou 0,32%, para R$ 2,156, mesma variação e cotação do dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. No primeiro mercado, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,155 e a máxima de R$ 2,165.

O mercado de câmbio operou esvaziado nesta segunda-feira (9), dia de meio feriado nos EUA. Apesar das bolsas norte-americanas terem funcionado, outros importantes mercados, como o de títulos do Tesouro (Treasuries), não operaram, o que limitou a liquidez por aqui. A redução no volume de transações somou-se à agenda interna amena e ao otimismo do mercado em relação ao debate entre os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, e abriu espaço para mais um pequeno recuo nas cotações do dólar. Isso a despeito da preocupação causada pelos testes nucleares feitos pela Coréia do Norte, que chegaram a abalar o humor dos negócios na Europa e Ásia.

Embora esteja longe de criar clima de já ganhou, e distante também de considerar Lula um problema, o mercado financeiro doméstico comemora cada pequeno acontecimento que considere favorável ao seu preferido na disputa eleitoral, o peessedebista Geraldo Alckmin. Depois de terem computado positivamente nos negócios o inesperado segundo turno, os investidores têm criado oportunidades de negócios com as expectativas para o embate final, no próximo dia 28.

O debate eleitoral de ontem, na TV Bandeirantes, foi considerado como uma vitória de Alckmin. O ponto mais elogiado pelos participantes do mercado de câmbio foi o tom agressivo de Alckmin, que não deixou de pedir que Lula explicasse as denúncias de corrupção das quais membros de seu partido e governo têm sido alvos.