A taxa de câmbio abriu em alta de 0,51% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com o dólar à vista cotado a R$ 1,96. No segundo negócio, a taxa já avançava 0,72%, a R$ 1,964, às 9h10.
Embora fora do comando do Federal Reserve (Fed, banco central americano) há mais de um ano, Alan Greenspan voltou a fazer o preço dos mercados ontem ao dizer que o mercado de ações chinês pode viver uma "contração dramática".
Ontem à tarde, as bolsas norte-americanas inverteram a trajetória passando ao terreno negativo e, por aqui, o risco Brasil, que vinha apresentando recordes consecutivos de baixa, subiu. O dólar, que já vivia momentos de realização de lucros com as cotações em alta, encontrou mais um motivo para sustentar o ajuste, encerrando o pregão de quarta-feira a R$ 1,95 na BM&F e a R$ 1,951 no mercado interbancário (dólar comercial). E as palavras de Greenspan seguiram ecoando nos mercados asiáticos e na Europa, esta manhã. Os índices futuros do mercado acionário norte-americano também sinalizam um dia negativo nos EUA.
Por aqui, a perspectiva é que o tom desfavorável do exterior sustente mais um pregão de realização, com alta nas cotações do dólar, no mercado doméstico de câmbio. Principalmente porque o momento é de retração entre os exportadores – habitualmente, a segunda quinzena do mês é fraca nesse tipo de operação – o que tem deixado o fluxo de recursos pequeno nos últimos dias. E o Banco Central segue enxugando a liquidez em dólar, nos leilões de compra do mercado à vista.