O câmbio voltou a operar em baixa. Nem a expectativa de que o Banco Central (BC) pode voltar a intervir no mercado de câmbio consegue segurar a cotação do dólar. Operadores dizem que é significativa a entrada líquida de recursos no País, tanto pelo segmento comercial quanto pelo financeiro. Basta olhar os dados referentes à balança comercial na terceira semana de abril, que teve superávit de US$ 1,238 bilhão, o melhor resultado do ano até agora. Além disso, há captações de algumas companhias gerando fluxo positivo de recursos.

Nesta segunda-feira (23), foi divulgada a decisão do grupo francês Carrefour S/A de adquirir a rede brasileira de supermercados Atacadão por 825 milhões de euros (US$ 1,121 bilhão). E a companhia Anglo American anunciou a compra de 49% da participação da Minas Rio da MMX por US$ 1,15 bilhão. Essas e outras operações reforçam a tendência de queda da moeda norte-americana, que abriu em leve alta.

Às 11h22, o dólar comercial valia R$ 2,0240, na mínima, com recuo de 0,15%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista era negociado a R$ 2,0245, com perda de 0,07%. Basta saber qual seria o efeito de uma eventual atuação do BC no mercado cambial – que continua sendo aguardada por operadores nesta segunda-feira.