O dólar registrou forte queda nesta quinta-feira (1.º), superior a 1%, e encerrou na taxa mais baixa desde maio do ano passado. No mercado interbancário, o dólar comercial cedeu 1,08%, para R$ 2,101. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista recuou 0,99%, também para R$ 2,102. Em 11 de maio de 2006, a cotação registrada em ambos os mercados no encerramento dos negócios foi de R$ 2,101.

Segundo operadores consultados, a moeda norte-americana foi pressionada por vendas de tesourarias, na esteira da desvalorização do dólar no mercado internacional. O fluxo cambial no Brasil foi levemente positivo hoje, o que também colaborou para a queda na cotação, e, ainda, a alta da Bovespa combinada com a queda do risco Brasil estimularam vendas de dólar.

Às 16h25, o risco Brasil estava na mínima, em baixa de 2,63%, ou 5 pontos-base, a 185 pontos-base. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, subia 0,61%.

Um operador afirmou que a perspectiva de manutenção do juro dos Estados Unidos (Fed Funds) em 5,25% ao ano no curto prazo, sinalizada ontem pelo comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), estimula a redução de posições em dólar. E os participantes locais estão acompanhando o aumento da oferta de moeda no mercado externo. Por volta das 16 horas (de Brasília), o euro reduzia a queda para 0,09%, a US$ 1,3022, e o dólar caía 0,05%, a 120,09 ienes.