A moeda norte-americana terminou o dia com leve desvalorização, de 0,05%, cotado a R$ 2,157, tanto no mercado interbancário, quanto no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros. No primeiro, o dólar comercial fechou na mínima – a máxima foi de R$ 2,163. No segundo, o dólar negociado à vista oscilou entre a mínima de R$ 2,1569 e a máxima de R$ 2,162.

O fluxo cambial foi ligeiramente positivo e o Banco Central pode ter comprado pelo menos cerca de US$ 100 milhões no leilão de compra da moeda esta tarde, o que limitou a baixa das cotações. O giro financeiro total registrado pelo dólar somava até por volta das 16 horas cerca de US$ 1,681 bilhão.

"A volatilidade e o giro fracos hoje mostram que o mercado está sem disposição para assumir grandes posições em câmbio nesta semana que antecede o Natal", comentou um operador.

De manhã, a cotação do dólar foi sustentada em alta por causa da reação negativa dos investidores à definição pelo governo, após acordo com as centrais sindicais, do salário mínimo em R$ 380 e do reajuste da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 4,5%. O adiamento da divulgação do pacote de medidas de estímulo ao crescimento e infra-estrutura para início de janeiro também criou certo mal-estar. Do lado externo, influenciaram os negócios os dados da economia dos EUA, especialmente a revisão abaixo do esperado do PIB norte-americano no terceiro trimestre (para 2%).