Pelo terceiro dia consecutivo, o dólar encerrou em queda. No mercado interbancário, o dólar comercial recuou 0,14%, para R$ 2 138. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) o dólar negociado à vista também terminou em baixa de 0,14%, a R$ 2,1370. O mercado de câmbio reagiu aos dados norte-americanos divulgados, em especial o índice de preços ao consumidor (CPI) de julho.

Os indicadores norte-americanos confirmaram a desaceleração da inflação e o desaquecimento da economia, o que reduz a chance de retomada da alta da taxa básica de juros do país na reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), em setembro, segundo avaliações dos analistas. A reação foi de alta das Bolsas em Nova York e queda dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) e do dólar ante o euro e o iene.

Nos Estados Unidos, o índice cheio do CPI veio exatamente em linha com as estimativas, mostrando elevação de 0,4%. O núcleo, ao qual é dado mais importância, veio abaixo, em +0,2%, ante projeções de +0,3%. Os dados sobre a construção civil e a atividade industrial divulgados de manhã também reforçaram as avaliações de esfriamento da economia dos EUA. O Departamento do Comércio anunciou uma queda de 2,5% no número de construções de residências iniciadas em julho, ante previsão de recuo de 2,2%. O número de permissões concedidas para novas construções também caiu (6,5% em julho), pela nona vez este ano. O mercado esperava queda de 1,0%. Já o Federal Reserve informou que a produção industrial cresceu 0,4% no mês passado ante estimativa de +0,6%.

No Brasil, o Banco Central fez leilão de compra à tarde, em que aceitou sete propostas à taxa de corte de R$ 2,1335 – valor em linha com a cotação do dólar à vista na BM&F naquele momento. No leilão, as instituições participantes apresentaram cerca de 21 propostas com taxas de R$ 2,132 a R$ 2,136.

No mercado interbancário, o dólar comercial oscilou entre a mínima de R$ 2,127 e a máxima de R$ 2,145.