Após cair 1,35% nos dois pregões anteriores, a moeda norte-americana voltou a subir nesta terça-feira (29) em relação ao real. O dólar comercial, negociado no mercado interbancário, registrou apreciação de 0,36% e fechou a R$ 1,95. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista subiu 0,33%, para R$ 1,949.
As cotações foram sustentadas hoje pela atuação do Banco Central no mercado – com um leilão para rolagem de contratos de swap cambial reverso e uma intervenção no mercado à vista, com um leilão de compra de dólar – e pela decisão do Ministério das Finanças da China de triplicar o imposto sobre transações com ações, de 0,1% para 0,3%, a partir do pregão de amanhã.
"Com a semana cheia de indicadores importantes dos EUA, a nova medida visando conter a disparada dos mercados de ações chineses elevou a cautela entre os investidores", disse um operador. Além disso, na quinta-feira haverá formação de ptax (taxa média do dólar) de fim de mês e a taxa da moeda norte-americana nos dias anteriores costuma ser influenciada pelos interesses dos investidores posicionados na compra e na venda de contratos de dólar futuro. "Por isso, a volatilidade das cotações aumenta nesse período do mês", afirmou.
No leilão de swap reverso, no início da tarde, o BC rolou integralmente o lote de US$ 1,530 bilhão, equivalente a 32.600 contratos, que vencem em 1º de junho. Já na operação de compra de moeda esta tarde, o BC aceitou 15 propostas (de um total de 16 com taxas declaradas e cinco não declaradas) e pagou taxa de corte de R$ 1,9555 – acima das cotações máximas do dólar no dia.


