A taxa de câmbio começou o pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros em queda. Às 10h10, quando foi fechado o primeiro negócio de liquidação à vista, o dólar foi cotado a R$ 1,947, o que representa um recuo de 0,21% em relação ao final da sessão na sexta-feira passada. No mercado interbancário, o dólar comercial teve o primeiro contrato acertado a R$ 1,948 esta manhã, baixa de 0,20%.
Esta segunda é feriado nos EUA e em vários países da Europa, entre eles Reino Unido e Alemanha, o que esvazia consideravelmente o ambiente internacional de negócios. Em reflexo, o mercado doméstico de câmbio deve operar com baixa liquidez e tem tudo para dar continuidade à trajetória de queda das cotações. Após três dias de alta na semana passada (terça, quarta e quinta), o dólar voltou a cair na sexta, encerrando o último pregão da semana passada perto de R$ 1,95.
O único eventual entrave a essa perspectiva de queda do dólar é o cenário político interno. Depois de ser alvo de denúncias de corrupção – não comprovadas até o momento – segundo as quais receberia propina de empreiteiras, o presidente do Senado, Renan Calheiros, vai fazer sua defesa hoje no plenário da Casa. Na sexta-feira, o mercado tomou conhecimento do assunto, prestou atenção, mas não moveu transações nem preços. A perspectiva inicial é que hoje ocorra o mesmo. Ainda assim, pelo fato de a agenda do dia estar esvaziada e porque surpresas nunca podem ser descartadas, alguns especialistas afirmam que cautela é recomendável. Renan Calheiros deve falar à tarde, a partir das 15h30.
Vale lembrar também que, com a liquidez comprometida pelos feriados externos, o mercado de câmbio deve funcionar sob impacto da atuação forte do Banco Central na tarde de sexta-feira. A autoridade monetária comprou cerca de US$ 1,1 bilhão depois de várias intervenções mais fracas, enxugando bem o excesso de moeda norte-americana nas mesas.


