A taxa de câmbio abriu hoje em baixa de 0,19% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, com o dólar negociado a R$ 2,119 no contrato de liquidação à vista. Ontem, o banco central americano (Fed) confirmou as expectativas do mercado e manteve o juro norte-americano básico estável em 5,25% ao ano. No comunicado, aliviou a apreensão do mercado em relação ao futuro da política monetária dos EUA e afastou os fantasmas que rondaram os mercados nos últimos dias.

Por aqui, esgotou-se a influência dos movimentos técnicos que circundavam o vencimento dos contratos futuros de câmbio, de fevereiro, na BM&F. Assim, o mercado doméstico começa o dia hoje debruçando-se sobre o texto da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, referente à reunião realizada na semana passada, em que a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) foi reduzida em 0,25 ponto porcentual, para 13% ao ano.

De imediato, o documento do BC deixa claro que, para reduzir o ritmo dos cortes da taxa de juro, o Copom levou em conta as pressões de inflação do curto prazo. Também se preocupou com o fato de essa alta na variação dos preços ter ocorrido em um momento em que a demanda está "robusta". O Copom pondera que "ainda não há descompasso maior entre oferta e demanda agregada" mas cita as medidas que o governo vem tomando para alcançar crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, prevê aceleração da atividade industrial e afirma que estes devem ser pontos a ser observados com cautela. O documento cita ainda novas incertezas internacionais, apesar de ressaltar que de forma geral, o cenário externo ainda é favorável.

No exterior, perante a posição tranqüilizadora, mas não conclusiva do Fed, os mercados operam hoje com viés positivo, porém sem euforias. E passam a ter importância, novamente, os dados macroeconômicos dos EUA que sinalizarão os próximos passos da política monetária norte-americana.