A taxa de câmbio abriu estável no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, com o dólar à vista cotado a R$ 2,105. O mercado doméstico de câmbio tem algumas variáveis a acompanhar hoje no exterior e por aqui. Mas nenhuma delas deve despertar mais atenção do que o habitual leilão de compra de dólares à vista do Banco Central.

Na semana passada, o fôlego de queda exibido pela moeda norte-americana despertou a idéia de que intervenções mais agressivas pudessem vir a ocorrer. Na sexta-feira, movimentos diferentes do BC na sua atuação sinalizaram esse sentido. Hoje o mercado quer observar a postura da autoridade monetária para consolidar a avaliação.

No leilão de compra de dólares de sexta-feira passada, o Banco Central aumentou o número de propostas aceitas e definiu a taxa de corte pelo valor da ponta de venda do mercado. Até então, o valor pago pelo BC nas suas intervenções diárias vinha sendo inferior à ponta de venda. Em conseqüência disso, os investidores reagiram e as cotações encerraram o pregão registrando alta.

Para sustentar essa trajetória, no entanto, o mercado precisa acreditar que a agressividade do BC veio para ficar. E isso os investidores vão medir pelo leilão de hoje. É consenso que o momento é de liquidez farta no câmbio e que não há interessados na ponta de compra. Por isso tanta expectativa em torno da postura da autoridade monetária.