Dois jornalistas alemães são mortos no Afeganistão

Dois jornalistas alemães que trabalhavam para a rede alemã Deutsche Welle e viajavam pelo Norte de Afeganistão foram assassinados neste sábado (7), no primeiro caso de jornalistas estrangeiros mortos no país desde o fim de 2001. Os dois – um homem e uma mulher – foram atacados por atiradores não identificados quando viajavam pela província de Baghlan, disse Zemari Bashary, porta-voz do Ministério do Interior.

Os jornalistas estavam viajando num veículo Toyota e tinham parado perto do vilarejo de Abtotak no distrito de Tala Wa Barfak, onde haviam montado uma barraca para passar a noite, disse Mohammad Azim Hashami, chefe de polícia local.

Os alemães foram atingidos por disparos de um rifle russo AK-47, acrescentou Hashami. "O som dos disparos foi ouvido por moradores do vilarejo, que correram para o local e encontraram na barraca os dois jornalistas mortos". Hashami disse que nada foi roubado. Segundo Wakil Asas, repórter da Deutsche Welle em Cabul, os jornalistas estavam há pouco tempo no Afeganistão. A cadeia estatal alemã produz notícias para rádio, televisão e internet.

Os jornalistas viajavam sozinhos e não estavam conectados a uma unidade militar, disse o major Dominic Whyte, porta-voz da Força de Assistência à Segurança Internacional da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Desde o fim de 2001, quando oito foram assassinados durante a invasão liderada pelos EUA para depor o regime Taleban, nenhum jornalista estrangeiro havia sido assassinado no Afeganistão, segundo o site do Comitê para Proteger os Jornalistas. Um repórter freelance da Nova Zelândia morreu num acidente de carro no país em 2001.

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