A disputa eleitoral na Câmara produziu um perde e ganha entre os partidos que poderá afastar ou aproximar as siglas do mercado da reforma ministerial prevista pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Embora não tenham deixado de ser da base governista, PCdoB e PSB podem sair da disputa de ontem com suas imagens "arranhadas" e ver suas chances de ganhar mais espaço no governo Lula reduzidas a pó.

O racha na base governista, e que afastou – ainda que apenas temporariamente, segundo asseguram líderes partidários – PCdoB e PSB do PT de Lula, fruto da disputa a contragosto do Planalto entre Aldo Rebelo (PCdoB) e Arlindo Chinaglia (PT), pode levá-los a perder espaço no governo.

Atualmente, o PCdoB ocupa apenas um ministério, o dos Esportes com Orlando Silva. O partido deve manter o cargo mas praticamente perdeu a oportunidade de abocanhar pelo menos mais um posto, o que dava quase como certo tivessem os planos do partido e do presidente Lula – que tinha como candidato à presidência Aldo – dentro do script

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A situação do PSB é um pouco pior. Com dois ministérios – o da Ciência e Tecnologia e o da Integração Nacional -, pode ver seu espaço no segundo mandato reduzido a um único posto e que, muito provavelmente, não será nenhum dos dois ocupados no momento. Pesa ainda contra o PSB o fato de o PMDB – primeiro partido a declarar apoio a Chinaglia e que votou em bloco no petista – pleitear o ministério da Integração Nacional. O PMDB é tido como aliado fundamental na coalizão defendida e esperada por Lula em seu segundo mandato.

Na outra ponta, saem fortalecidos com a vitória de Chinaglia, além do PMDB, o PR – antigo PL -, o PTB e o PP. Os três partidos ficaram conhecidos na legislatura que se encerrou como as ´siglas dos mensaleiros´ por abrigar deputados envolvidos no escândalo do mensalão. O PT que fez o novo presidente da Casa também sai fortalecido. Seus líderes não deixavam de transparecer a alegria em ver Chinaglia no comando da Casa e, com ele, o moral elevado para brigar com o Planalto para abocanhar outros dois ministérios – Saúde e Cidades – além dos 15 que já possuem.

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Oposicionistas de carteira, PFL, PSDB e PPS – que apoiaram a candidatura do tucano Gustavo Fruet (PR) à Presidência da Câmara – saem como entraram.