O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta terça-feira (03) à tarde, sobre a paralisação dos controladores de vôo, que o direito de greve dos trabalhadores é "sagrado", mas, no serviço público, "algumas categorias têm que ter tratamento diferenciado". "Algumas áreas têm que ser tratadas com muita responsabilidade, ninguém pode achar que motim, que piquete resolvem o problema", afirmou Lupi.

Lupi recebeu hoje o cargo de titular do Ministério do Trabalho do agora ministro da Previdência Social, Luiz Marinho. Em conversa com jornalistas no final da cerimônia, Lupi comentou o movimento dos controladores de vôo. Perguntado se é a favor da desmilitarização dos serviços de controle do tráfego aéreo no País, Lupi respondeu que esse é um tema complexo, que não é fácil de se resolver de uma hora para outra.

"Existem muitos mecanismos, como o diálogo, que devem ser acionados antes de uma paralisação. O mecanismo de como se faz greve (no serviço público) tem que ser discutido com profundidade, pois há mecanismos de reivindicação que não precisam parar os serviços à população", afirmou o ministro.

Lupi afirmou ainda que não pretende acelerar modificações na legislação trabalhista ou nas regras sindicais. Segundo ele, uma reforma tributária que retire uma parte do peso dos impostos e tributos em geral pagos hoje pelas empresas é um mecanismo mais efetivo para ampliar a capacidade dos empregadores de manter empregos formais.