O ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, reafirmou hoje que o governo não pode afastar o ministro da Previdência, Romero Jucá, até que sejam encerradas as apurações sobre as denúncias que pesam contra ele. "Este é um problema que o Ministério Público e a Justiça estão analisando. Não há condenação e no Brasil, até que se prove o contrário, todos são inocentes", disse o ministro, após participar do Seminário Cenário das Gerais, no lançamento do Instituto Minas Cidadania (IMC), na capital mineira.

O ministro rebateu também os questionamentos de que a previdência estaria paralisada diante da série de acusações contra o atual titular da pasta. "A previdência está funcionando inclusive implantando um programa que o governo aceitou, mudando a Dataprev, aplicando a nova legislação de auxílio-doença. Está fazendo uma auditagem em todo o sistema", afirmou.

O ministro da Casa Civil negou que o governo federal esteja antecipando as eleições de 2006, processo, segundo ele, deflagrado pelo prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL) e pelo governador de São Paulo, Gerado Alckmin (PSDB). "Quem deflagrou foi o César Maia, que se lançou candidato e o Alckmin, que se lançou candidato. Nós não estamos fazendo campanha eleitoral", disse.

Dirceu também rebateu críticas quanto ao aumento dos gastos públicos, reiterando que o aumento dos investimentos sociais e em infra-estrutura eram necessários. "O País precisava tanto na área de combate à pobreza, como na área de educação e saúde, até porque é uma norma constitucional aumentar os gastos. O governo está reorganizando os gastos e melhorando a eficiência desses gastos. O País precisa de investimento em infra-estrutura precisa combater a pobreza e melhorar a educação e saúde".

Conforme o ministro, as declarações de adversários quanto ao aumento dos gastos públicos são "uma falsa questão, à medida que desvia a atenção do País para a necessidade de melhorar e aumentar os gastos sociais e os gastos com infra-estrutura". Ainda assim, ele admitiu que o país precisa de "uma estrutura tributária de melhor qualidade, diminuir o déficit da previdência e melhorar a eficiência dos gastos públicos para poder gastar mais na infra-estrutura e no social".

Sobre a comparação dos dados relativos às despesas de pessoal entre o atual governo e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ele disse que as despesas não aumentaram. "Se você comparar os gastos com pessoal do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso com os nossos, você vai ver que não houve (aumento)", concluiu.