O deputado federal José Dirceu, presidente e coordenador nacional da campanha eleitoral do PT, afirmou nesta quinta-feira à noite que o partido não vai, ?de jeito nenhum?, para a retaliação contra a guerra declarada pelo candidato tucano à presidência, José Serra, ao petista Luiz Inácio Lula da Silva.

?Ih! Guerra? O PT quer paz. É Lulinha paz e amor?, reagiu ele, erguendo os dedos indicadores e médios das duas mãos. ?Paz e amor e vitória.? Dirceu disse que o PT vai apenas ?mostrar resultados e propostas ? e mencionou a prisão nesta quinta-feira do traficante Elias Maluco, no Rio de Janeiro.

?Benedita (Benedita da Silva, governadora petista do Rio de Janeiro) pagou o maior mico porque não fez acordo com o crime organizado e a banda podre da polícia. Enfrentou a rebelião em Bangu 1, mas agora mostra a que veio, mostra uma linha dura de combate ao crime organizado e ao narcotráfico?, disse ele.

O crime organizado foi a primeira questão abordada por Dirceu em sua palestra sobre Desenvolvimento e Distribuição de Renda, proferida agora à noite para cerca de 380 alunos da Universidade Metodista de São Paulo, no campus de São Bernardo do Campo.

O deputado atribuiu a explosão da violência e do crime organizado do Brasil à concentração de renda. ?Miséria se transforma em exclusão, que se transforma em violência e criminalidade?, avaliou ele. Para Dirceu, o poder paralelo – ?que hoje passou a ter controle das instituições? – ameaça colocar o País numa crise institucional, se não for combatido e se não houver uma ?política urgente? de distribuição de renda.