São Paulo – A ministra-chefe da Casa-Civil, Dilma Rousseff, cobrou nesta sexta-feira (13) dos críticos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que afirmam que o programa está travado, que é preciso dizer em que área e projeto isso está acontecendo. ?Que um projeto dessa envergadura tem problemas pontuais, se eu negasse estaria cometendo uma inverdade e subestimando a inteligência da população. Agora, também é subestimar a inteligência da população achar que o PAC não tem obras já em andamento?, afirmou após participar de painel do debate Impacto do PAC no ABCD, em São Bernardo do Campo.

Segundo a ministra, há um conjunto de medidas em fases diferentes. Alguns projetos em fase final, outros em andamento com conclusão prevista para 2008 e outros no início. ?Nós não fazemos essa análise de que o PAC está travado?.

Ela ressaltou que é muito importante aprovar as medidas do PAC que estão em tramitação no Congresso Nacional, porque criam um ambiente mais favorável. Disse, no entanto, que "as obras não dependem dessa aprovação para começar nem para ter continuidade?.

A ministra reconheceu que é essencial que se diminua a tributação para que os projetos do PAC andem mais rapidamente. ?Sempre que se diminuem tributos, cria-se um ambiente favorável para o PAC. Tudo isso vai criando sinergia. As obras em si têm uma autonomia em relação a essas medidas legais que estão sendo aprovadas no Congresso?.

De acordo com a ministra Dilma Rousseff, os trabalhadores podem esperar rentabilidade do FGTS, que deve ser usado no PAC. Segundo Dilma, com a queda das taxas de juros, os rendimentos tradicionais em renda fixa perderão atratividade e novos investimentos produtivos se tornarão mais atraentes. ?Se o trabalhador puder investir recursos do FGTS em fundos de infra-estrutura com rentabilidade assegurada é extremamente atraente para o trabalhador. Por que só grandes investidores vão ter acesso? É bom que o trabalhador também tenha?.