A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu nesta segunda-feira (14) o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e refutou as críticas de que ele inclui obras antigas. Em reapresentação do balanço do PAC no auditório do BNDES, no Rio, a ministra disse que "as obras pseudo velhas são aquelas que não nasceram".

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Ela citou como exemplo a Ferrovia norte-sul que, segundo a ministra, teve início em 1988 e desde então foram executados, dos 1.550 quilômetros previstos, apenas 100 quilômetros no governo Sarney e 115 quilômetros no governo Fernando Henrique Cardoso. Dilma ressaltou que no governo Lula foram executados 147 quilômetros da ferrovia, que serão entregues no próximo dia 24 de maio e, no âmbito do PAC, serão mais 660 quilômetros finalizados. "No PAC vamos fazer mais quilômetros do que nos últimos anos, retomamos essa obra porque é crucial para o país", argumentou.

A ministra, em vários momentos, se referiu ao programa como um avanço de gestão em relação ao que se fez no Brasil nos últimos 20 anos e disse que a prestação de contas para a sociedade, prevista no PAC, "é fundamental, não só para dar transparência, mas também para melhorar o ritmo e aperfeiçoar a gestão". Segundo Dilma, "o PAC muda o padrão de gestão através da prestação de contas, mas também com compromissos como eliminar a descontinuidade, os esqueletos e obras paralisadas".

A ministra concluiu a palestra afirmando que o PAC também traz "bons problemas" e exemplificou que está sendo detectado "um relativo esquentamento" no mercado de projetos ambientais e de engenharia, em conseqüência da perspectiva do aumento dos investimentos. "Esse é um bom problema, mas tem que ser bem conduzido para não inviabilizar ou onerar obras".

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