Uma denúncia anônima levou o Ministério Público e a Polícia Federal a um esquema que fraudava o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Distrito Federal. Para adulterar os benefícios, a quadrilha convidava aposentados e pensionistas que estavam na porta das agências a participar do esquema.
"Na prática era assim: ou eles aumentavam o tempo de contribuição, porque esses seriam vínculos retroativos ou alteravam o valor da remuneração, o que significava dizer que o benefício seria maior do que o devido", explicou o presidente do INSS, Valdir Simão.
O grupo contava com a ajuda de 21 funcionários do INSS. O dinheiro era dividido entre a quadrilha e os beneficiários. De acordo com o Instituto, os prejuízos podem ter chegado a R$ 15 milhões. Dos 1.800 benefícios investigados, 746 foram cancelados.
Três funcionários do INSS que participavam da quadrilha foram demitidos. Outros 18 respondem a processo administrativo.


