Ricardo Stuckert / ABr
Ricardo Stuckert / ABr

Para 25,4% dos entrevistados, o governo Lula é considerado péssimo.

São Paulo (AE) – Piorou a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo uma pesquisa divulgada hoje pela Federação do Comércio (Fecomércio) do Estado de São Paulo, que entrevistou cerca de mil pessoas na região metropolitana da capital paulista, na sexta-feira (07). O índice de desaprovação da gestão Lula subiu de 54,3%, em setembro, para 58,4%, em outubro. Em conseqüência disso, na mesma comparação, a aprovação da administração federal caiu de 45,7% para 41,6%.

Para 25,4% dos entrevistados, o governo Lula é considerado péssimo, uma alta de três pontos porcentuais em relação ao índice de 22,4%, verificado no levantamento anterior. A qualificação de ruim manteve-se estável, em 25,9%, ante os 25 8% apontados na sondagem anterior. Entre os entrevistados, 7% apontaram a gestão Lula como regular/ruim, uma leve alta ante setembro, quando o índice ficou em 6%.

A pesquisa da Fecomércio identificou uma queda na avaliação positiva do Poder Executivo: em setembro, 27,7% dos entrevistados diziam que o governo Lula era bom; agora, o índice cedeu para 23,3%. Permaneceu estável o porcentual que considera a gestão Lula ótima, ficando em 3%, ante o índice de 3,4% de setembro.

Embora o índice de desaprovação tenha aumentado, a entidade destacou o crescimento do número de eleitores que votariam no presidente, caso a eleição presidencial fosse hoje. Em outubro, 29,3% dos entrevistados informaram que votariam em Lula, caso ele disputasse a reeleição, enquanto, em setembro, o índice era de 24,9%. Por outro lado, reduziu de 66,5% para 63,2% o volume dos que dizem que não votariam nele.

A análise da Fecomércio é de que "os dados mostram que a menor parte do eleitorado ainda acredita que o presidente não está envolvido nos escândalos divulgados". Isso porque, de acordo com o levantamento, aumentou de 60,4% para 68,1% o índice de entrevistados que opinaram que Lula "vai conseguir completar o mandato". Para 10,7%, o presidente não acabará o governo, uma queda acentuada ante o índice de 14,4% de setembro.