No dia seguinte à sua derrota na eleição para a presidência da Câmara, o ex-presidente da Casa Aldo Rebelo (PCdoB-SP) mostrou que não terá atuação submissa ao governo, de quem já foi líder. A primeira demonstração de que não aceitará imposições será no ponto que mais interessa ao Palácio do Planalto no momento, a votação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com 243 votos na disputa com o petista Arlindo Chinaglia (SP), que venceu com 261 votos, Rebelo demonstrou que, mesmo com a derrota tem força em um grupo expressivo de deputados.

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Nesta sexta-feira (2), mais de 50 parlamentares que o apoiaram ligaram para receber orientação sobre a linha que o grupo deverá atuar daqui para frente. Rebelo declara o apoio ao governo, mas já se prepara para o confronto, criticando pontos do PAC e propondo alterações nos projetos e medidas provisórias que foram encaminhadas ao Congresso. "Não seremos contra o PAC, mas vamos melhorá-lo introduzindo obras onde não há", afirmou. Para ele, o PAC é limitado porque é um plano de crescimento baseado no investimento público, mas que prevê poucas alternativas para o investimento privado, tanto com capital nacional quanto externo.

Rebelo defende a inclusão do gasoduto Urucum/Porto Velho no PAC, alterar a proposta de correção salarial do governo prevista no programa e incluir garantias para o uso dos recursos do FGTS. Ele também quer discutir os vetos do governo ao projeto de recriação da Sudene. "Nossa posição é de apoio ao governo, marcando uma certa distância do PT", afirmou Rebelo.

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