A Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados vai se reunir nesta terça-feira (18), na Casa Civil da Presidência da república, para buscar uma saída para a greve dos servidores públicos federais. O governo definiu o dia 21 de maio como data limite para as negociações antes do início do corte de ponto. O ministério do Planejamento avalia que, dos 900 mil servidores, cerca de 80 mil estão em greve.

O número é contestado pelas entidades grevistas que afirmam ter aproximadamente 150 mil servidores parados. Mais da metade dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aderiram à greve. No Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a adesão é 22% . Estão também de braços cruzados servidores da Receita Federal, Advocacia Geral da União, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

De acordo com o deputado Tarcísio Zimermann (PT-RS), que preside a Comissão do Trabalho, o objetivo da reunião na Casa Civil é ajustar as reivindicações dos servidores com as possibilidades do governo. A proposta do governo oferece reajustes que variam de 9% a 29% para servidores inativos e entre 10% a 32% pra os servidores da ativa.

?O reajuste oferecido aos servidores não é um reajuste desprezível. Todas as categorias têm acenos positivos por parte do governo, mas nós precisamos compatibilizar um pouco melhor as expectativas dos servidores e as possibilidades do governo?, afirmou o parlamentar.

A reunião na Casa Civil para tratar da greve está marcada para esta terça às 14h30. De acordo com o deputado Tarcísio Zimermann, participarão do encontro representantes dos ministérios Coordenação Política e Assuntos Institucionais, da Fazenda, do Planejamento e os parlamentares que compõem a Comissão do Trabalho. ?Nós acreditamos que a participação de parlamentares da Comissão do Trabalho pode ajudar a superar as expectativas exageradas e também ajudar que dentro das possibilidades do governo através de recomposições de propostas possa encontrar mediações que atenda aos servidores?, disse o deputado.