Membros da delegação de legisladores americanos que esteve em Cuba no fim de semana afirmaram nesta saegunda-feira (18), citando autoridades cubanas, que Fidel Castro não sofre de nenhuma doença terminal e fará uma aparição pública em breve. No entanto, acrescentaram que o líder cubano, de 80 anos, não deve voltar a exercer atividades diárias.

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"A posição do partido é a de que Fidel está voltando e ele não tem câncer", disse a deputada Jane Harman, democrata da Califórnia. Mas o deputado William Delahunt, democrata de Massachusetts e um dos líderes da delegação, declarou ao jornal The New York Times que, após conversas com autoridades, ele havia concluído que Fidel não voltaria a governar o país como antes. Nos últimos dias, têm crescido os rumores segundo os quais o líder cubano tem um câncer terminal.

"Os cubanos foram enfáticos, e eu acredito neles, sobre o fato de que Fidel não tem câncer e a doença que ele tem não é terminal", disse Delahunt ao jornal, ao voltar a Washington. "Em relação ao funcionamento do governo, essa transição já ocorreu", disse ele. Fidel, que não é visto em público desde 26 de julho, planeja reaparecer em breve e, se voltar a ter papel político, provavelmente será o de elaboração de políticas, de acordo com Delahunt. Segundo a versão oficial, Fidel foi submetido a uma cirurgia para frear uma hemorragia intestinal.

A delegação de 10 membros do Congresso americano foi a maior a ir a Cuba desde a revolução de 1959. A visita, de três dias, tinha como objetivo melhorar as relações entre Havana e Washington. Mas os esforços para abrir um novo diálogo com Cuba – levando-se em conta que Fidel não é mais figura central no país – foram rejeitados pelas autoridades cubanas, que insistiram que ele se recupera.

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"Que diálogo?", indagou uma autoridade. "A bola está no campo americano há muito tempo." Os legisladores dos EUA também não conseguiram se encontrar com o presidente interino, Raúl Castro, que assumiu o poder no dia 31 de julho, após a cirurgia do irmão.