Deputados da base criticam processo contra Humberto Costa

O procurador geral da República Gustavo Pessanha Veloso vai receber amanhã – mesmo dia em que deve oferecer denúncia contra o ex-ministro Humberto Costa – petição para fazer novas investigações no processo que levou ao indiciamento, pela Polícia Federal, do ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), na chamada Operação Vampiro. "No mínimo é um inquérito profundamente falho", afirmou o deputado federal Paulo Rubem Santiago (PT), durante entrevista coletiva que reuniu deputados federais e estaduais do PT e partidos coligados – PC do B, PTB e PMN – que apóiam a candidatura do ex-ministro ao governo de Pernambuco, ontem à tarde, no auditório da Assembléia Legislativa.

Os parlamentares querem a suspensão da denúncia, com reabertura do processo e novas diligências, por entenderem que o esquema de superfaturamento de produtos hemoderivados – investigada pela Operação Vampiro – envolvia adversários políticos do governo federal que antecedeu o presidente Lula, assim como do governo de Pernambuco, os quais não foram investigados. Sem acusar a Polícia Federal como instituição, os parlamentares distribuíram com a imprensa autos do processo que não foram alvo de investigações, contendo indícios de envolvimento dos adversários políticos.

"É fundamental saber o que levou Laerte Correa Junior (ex-presidente do Sindicato da Indústria Farmacêutica de São Paulo) a voltar espontaneamente à Polícia Federal, depois de vários depoimentos, para numa única frase, incriminar Humberto Costa, sem qualquer prova documental e isso ser suficiente para o delegado pedir o seu indiciamento", afirmou Santiago, em nome dos parlamentares presentes – entre eles os deputados federais do PTB, José Múcio, José Chaves e Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Armando Monteiro Neto e os petistas Fernando Ferro e Maurício Rands.

Paulo Rubem Santiago lembrou ter havido "uma brutal contrariedade de interesses" por iniciativa do ex-ministro da Saúde, que frustrou a implantação de uma empresa estadual que chegou a ser criada " de forma ilegal e contrariando a lei de licitações" em 2000, em Pernambuco, a Companhia de Produção de Hemoderivados, que poderia ter conquistado, se implantada, o domínio do mercado nacional de hemoderivados, estimado em US$ 120 milhões, consorciada com uma empresa multinacional. " O ex-ministro também impediu que os preços de hemoderivados continuassem superfaturados, passando a fazer uso dos pregões, e no governo Lula foi criada a Hemobrás, estatal", complementou Santiago, convicto de que Humberto Costa é alvo de um complô. "Que se investigue todos os que trabalhavam na perspectiva frustrada com a decisão de construção da Hemobras, sobretudo o que foi incriminar Humberto Costa".

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.