O deputado José Mentor (PT-SP), em nota divulgada à imprensa pouco antes de depor na Polícia Federal, negou que tivesse recebido qualquer tipo de pagamento para votar a favor do governo ou que tivesse beneficiado o empresário Marcos Valério. Afirmou também que não sacou dinheiro de nenhuma agência do Banco Rural. O deputado recebeu, por intermédio de seu escritório de advocacia, R$ 120 mil da empresa 2S Participações, que pertence a Marcos Valério.

De acordo com a nota, os R$ 120 mil recebidos por seu escritório de advocacia são "referentes a serviços jurídicos prestados para o Dr. Rogério Tolentino", advogado e sócio de Marcos Valério. Os pagamentos foram feitos em duas parcelas de R$ 60 mil. O deputado negou que tivesse tratado de assuntos do Banco Rural e da Comissão Parlamentar de Inquérito com Marcos Valério.

Na nota, afirmou também que não protegeu o Banco Rural. Ele foi o relator da CPI do Banestado que investigou a evasão de divisas e remessas de dinheiro para o exterior, tendo o Banco Rural como uma das instituições investigadas.

Segundo ele, o Banco Rural não foi tratado como prioridade pelos próprios membros da CPI. "Nos últimos 15 meses de trabalho, em 26 sessões, o banco foi mencionado apenas quatro vezes", afirmou no texto.