O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse hoje (8) que considera precipitada a prorrogação dos trabalhos da comissão. "Já temos muitas informações, algumas que não foram divulgadas e que ainda podem responder a algumas questões. Temos de tomar cuidado para não perder o foco", disse.

O senador destacou que uma possível prorrogação poderia prejudicar o relatório final da comissão, que tem divulgação marcada para o próximo dia 21.

Na edição desta semana, a revista Veja publicou reportagem em que afirma que 55 dos 81 deputados do PMDB teriam recebido "mensalão" ? sistema pelo qual, segundo o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), o governo compraria votos no Congresso Nacional.

"Mensalão era responsabilidade da CPI do Mensalão. Nós, de posse das informações, resolvemos fazer um cruzamento das investigações. Mas qualquer pessoa que confirme os 55 nomes não estará sendo correta. Qualquer afirmação nesse sentido eu considero que não corresponda à realidade", disse Delcídio.

O relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse que nada deve deixar de ser investigado. "Se investigar depender de prorrogação, eu defendo a prorrogação", disse. Mas, por ser do mesmo partido que os possíveis acusados, o deputado defendeu duas posições: ou que se crie uma nova sub-relatoria para investigar o PMDB com sub-relator indicado pela comissão ou que se crie uma nova CPI. "Porque qualquer coisa que eu fale vai dar a impressão de que estou defendendo (o partido)", disse.