A Defesa Civil filipina estimou neste sábado (2) que o total de mortos pelo tufão Durian pode passar de 600. Já foram recuperados 303 corpos e há cerca de 300 desaparecidos. Somente na Província de Albay foram confirmadas 285 mortes.

O Durian, o quarto tufão a atingir as Filipinas em três meses, chegou à costa filipina na quinta-feira, em meio a chuvas intensas e ventos de até 265 km/h. Cerca de 800 mil pessoas foram afetadas pela tempestade, segundo estimativas locais. "Precisamos de alimentos, barracas, água e sacos para corpos," Andrew Nocon, representante da Cruz Vermelha filipina, disse à rádio DZMM. O governo do Canadá doou US$ 876 mil às vítimas do Durian. Já o Japão prometeu contribuir com US$ 173 mil.

O arquipélago, condenado por uma geografia desfavorável e assolado por pobreza, há muito vem tentando minimizar os danos causados pelos cerca de 20 tufões que o atingem todos os anos. Apesar de uma série de medidas tomadas pelo governo filipino, persiste no país um alto grau de mortalidade e destruição.

A localização das Filipinas, na região noroeste do Pacífico, deixa o país exposto ao maior gerador de tufões do mundo, segundo meteorologistas.

"Com freqüência, somos os primeiros a enfrentar os tufões antes que eles prossigam para a China, Taiwan e Japão", explicou Thema Cinco, especialista em clima do centro meteorológico das Filipinas.

Entre 2001 e 2005, 2.892 pessoas morreram e 909 outras desapareceram na ocorrência de tufões e outras tempestades, que causaram danos estimados em US$ 521 milhões, segundo o Conselho Nacional de Coordenação de Desastres.