A Justiça de Minas Gerais decretou ontem (20), novamente, a prisão preventiva do fazendeiro Adriano Chafik Luedy, acusado de ser o mandante do massacre de Felizburgo, ocorrido em 20 de novembro do ano passado. Na ocasião, pistoleiros assassinaram cinco trabalhadores rurais sem terra e deixaram mais de dez feridos, entre eles um garoto de 12 anos.

No começo de abril, Chafik Luedy havia obtido habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça. A primeira prisão preventiva do fazendeiro – acusado de cinco assassinatos, 12 de tentativas de homicídio e formação de quadrilha – havia sido decretada pela Justiça de primeira instância e confirmada por um colegiado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Cerca de 100 famílias, coordenadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam desde 1º de maio de 2002 a Fazenda Nova Alegria, cujas terras são públicas. Luedy afirma ser o proprietário das terras.

De acordo com a Comissão Pastoral do Terra (CPT), dos 15 indiciados pelo massacre, somente Washington Agostinho da Silva, vulgo João, está preso. A CPT afirma que, após a soltura dos presos, os trabalhadores rurais sem terra de Felisburgo já lavraram boletins de ocorrência na delegacia local, indicando a retomada das ameaças contra eles.