A isenção de ICMS para o trigo em grão e a farinha, anunciada na última quinta-feira (2) pelo governador Roberto Requião está sendo comemorada por lideranças agropecuárias e pelo vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti. Com esta medida o Governo do Estado pretende proteger as indústrias paranaenses contra o decreto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que corta de 7% para 0% o ICMS para produtos da indústria do trigo, incluindo pão, macarrão e bolachas populares.
Pessuti já estava acompanhando a situação, coordenando os trabalhos compatíveis com as ações da Secretaria da Agricultura. Por diversas vezes foi procurado por representantes da cadeia produtiva do trigo e lideranças agropecuárias, que solicitaram seu apoio na busca de solução quanto ao impasse criado no Estado de São Paulo.
Na última segunda-feira (30/05) o secretário reuniu-se com o presidente da Ocepar ? Organização das Cooperativas do Paraná, João Paulo Koslovski; com o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo, Roland Guth; o presidente do BRDE, Amadeu Geara; e com outros representantes de moinhos e cooperativas do Estado.
A preocupação geral era com a medida adotada pelo Governo de São Paulo, que poderia desestabilizar um importante setor econômico paranaense, com desdobramentos em vários níveis como o de transporte, embalagem, mão-de-obra, comércio de insumos e equipamentos e outros diretamente ligados.
O presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Paraná, Roland Guth, que estava acompanhado pelo vice-presidente Marcelo Vosnika, lembrou que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, além de São Paulo, também adotaram políticas de cobrança diferenciadas do ICMS para o trigo, ?deixando o Paraná isolado?.
Para Orlando Pessuti, só a equalização do ICMS em todo País poderia resolver a questão, mas a emergência apresentada pelo Estado vizinho exigia medidas mais imediatas, o que vai acontecer com o governador Roberto Requião assinando o Decreto de isenção na próxima segunda-feira (06). ?Vamos rever e respeitar as prioridades do Estado, mas certamente existe uma alternativa viável para reestruturação do setor frente a novos desafios. O Paraná vende para São Paulo cerca de R$ 1,02 bilhão de trigo por ano, com ICMS correspondente de R$ 92 milhões. Esse é o valor das perdas do Estado, com graves consequências econômicas e sociais?, alertou Pessuti.


