A um dia da abertura oficial do maior evento capitalista do mundo, a cidade está em ritmo de preparação para sediar o Fórum Econômico Mundial. Por toda parte já é possível perceber a presença da polícia suíça e o Centro de Convenções de Davos, sede dos principais debates, está pronto para receber os cerca de dois mil participantes, entre empresários, chefes de estado, representantes de ONGs e líderes mundiais.
O fórum será aberto amanhã (26), mas os grandes debates só terão início no dia 27. Este ano, o tema do encontro será "Assumindo Responsabilidade por Escolhas Difíceis". A organização do fórum ainda não confirmou a presença de alguns grandes nomes, por questões de segurança, mas já é certa a participação do presidente da Microsoft, Bill Gates, do primeiro-ministro da Inglaterra, Tony Blair, e do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Davos no dia 28, dois dias depois do início do evento. Ele sai de Porto Alegre, onde terá participado do Fórum Social Mundial. Em Davos, a expectativa dos participantes é de que novamente Lula dê um tom mais social ao encontro, como fez em 2003, quando lançou a campanha mundial contra a fome e a pobreza, diante dos principais representantes do capitalismo internacional.
Lula foi o primeiro chefe de estado na história a participar do Fórum Social Mundial e do Fórum Econômico Mundial, dois eventos considerados antagônicos por discutirem temas distintos: ações sociais de um lado e medidas protecionistas na economia de outro.
No dia 28, às 16h45, Lula participa, no Centro de Convenções de Davos, de uma sessão especial sobre como financiar a guerra contra a pobreza, junto com outros líderes mundiais. Depois ele dará uma mensagem especial aos participantes do evento, acompanhado pelo fundador e coordenador do fórum, Klaus Schwab. Os encontros bilaterais do presidente com líderes da Europa e Estados Unidos ainda não estão confirmados.
No dia 29 (sábado), Lula e seus ministros promovem um evento para mostrar aos empresários europeus, asiáticos e americanos um Brasil que está pronto para receber investimentos, como já foi feito em Genebra e Nova York, no ano passado. Será a chance do governo brasileiro atrair parceiros para a Parceria Público-Privada (PPP), aprovada recentemente no Brasil. Será um dia de palestras e conversas com cerca de cem investidores internacionais.


