O Conselho Estadual das Mulheres, vinculado à Secretaria da Justiça e da Cidadania, realiza neste sábado e domingo, no Colégio Estadual do Paraná, a 1ª Conferência Estadual da Mulheres. O evento é resultado das 18 conferências regionais realizadas durante o mês de maio em todo o Paraná, onde foram eleitas mais de 600 delegadas. Além de deputadas e secretárias de Estado, o encontro contará também com a presença da ministra Nilcéia Freire, secretária Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, que fará a palestra de encerramento no domingo.

Serão discutidas propostas que servirão de subsídio, no plano estadual e federal, para a implantação de uma política pública voltada para as mulheres. “Nossa missão é colocar a construção da igualdade entre mulheres e homens e a igualdade racial como eixo central das políticas públicas, e convocar os governos estaduais e municipais a fazerem o mesmo”, declarou a ministra Nilcéia Freire.

Já a presidente do Conselho Estadual das Mulheres, deputada Elza Correia, considera que as mulheres cada vez mais vêm lutando para ocupar seus espaços. “Tivemos muitas conquistas, nos últimos anos, principalmente na questão da saúde, mas ainda há muito por fazer. As bandeiras de hoje continuam muito parecidas com as dos últimos 10 anos. Isso significa que não houveram muitos avanços nos nossos direitos. São salários desiguais, violência, exclusão social, racismo, discriminação, entre outras”, destaca.

De acordo com ela, o papel da mulher continua muito pequeno diante do que representa. “Somos mais da metade da população e a maioria do número de eleitores. Apesar disso temos pouca representação nas casas legislativas”. A presidente do Conselho frisa que esse é o momento de aproveitar oportunidade e a solidariedade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado nas questões relacionadas aos direitos das mulheres. “O presidente diz que a democracia contemporânea não pode se limitar aos direitos econômico e políticos. A igualdade de gênero é uma dimensão inalienável da justiça social no mundo de hoje”, lembra ela.

“Esse reconhecimento também está explícito quando o presidente Lula decretou o ano de 2004 como Ano da Mulher e convocou a Conferência Nacional, que foi seguido pelo governador Roberto Requião na convocação estadual. Com isso, nossos governos demonstram a disposição na definição de políticas públicas para as mulheres e o compromisso em levar adiante as propostas que estarão sendo discutidas nesses encontros”, conclui.