Quatro anos depois de pronto, o viaduto da Vila Pompeia, na BR-116, no bairro Tatuquara, em Curitiba, será liberado para motoristas em outubro. No Facebook, o prefeito Rafael Greca (DEM) anunciou nesta quinta-feira (5) a conclusão das obras das alças de acesso, parte que faltava para colocar a estrutura em operação e que só saiu do papel no ano passado.

O viaduto está localizado em um dos pontos de chegada e saída de Curitiba e foi concluído em 2015 pela concessionária que administra parte da BR-116, a Arteris Planalto Sul, como promessa de desafogar o trânsito na região Sul da capital. Mas a construção das vias de acesso ao elevado, que ficou sob responsabilidade da administração municipal, passou por um longo processo de atrasos e de muito transtorno para a população.

Com o viaduto às moscas, motoristas chegaram a relatar atrasos de até 20 minutos para andar três quadras na saída do Tatuquara nos horários de pico. Nos fins de semana, condutores que passam pela BR-116 na altura do elevado – tanto no sentido Porto Alegre como no sentido São Paulo – não encontram nada muito diferente, com o fluxo travado no cruzamento em que fica o semáforo que hoje viabiliza a entrada e a saída no bairro.

Por isso, a conclusão definitiva da obra é a solução que os moradores e motoristas esperam. Uma das justificativas dadas pela prefeitura para explicar o atraso dos trabalhos foi o reassentamento de 49 famílias com casas dentro do limite da área de projeto.

Entrada e saída

Enquanto viaduto não é liberado, o retorno da Rua João Batista Bettega Junior fica completamente travado em horários de pico. Foto: Felipe Rosa/Arquivo/Tribuna do Paraná
Enquanto viaduto não é liberado, o retorno da Rua João Batista Bettega Junior fica completamente travado em horários de pico. Foto: Felipe Rosa/Arquivo/Tribuna do Paraná

Quando as alças forem liberadas em definitivo, a Rua Francisco Xavier de Oliveira será a saída do Tatuquara para a BR-116. Ela foi concretada e alargada para nove metros, com duas pistas para o tráfego e mais uma para o estacionamento. Já a entrada será pela Rua João Batista Bettega Junior.

Segundo a Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP), além do alargamento e da pavimentação das vias, foi necessário também planejar obras de drenagem e modernizar as redes locais de água e esgoto.

Para viabilizar o tráfego, as ruas José Zanoncini e Francisca Ferreira da Luz, no entorno do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay, a ligação da Francisco Xavier de Oliveira com a BR-116, no sentido Sul, e a alça de acesso que permitirá o retorno da Francisco Xavier de Oliveira para a Rua Francisco Warcheski, em direção ao bairro, também passaram por obras.

As intervenções custaram aos cofres públicos cerca de R$ 5,1 milhões.

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