Thiago Ferro (PSDB) e Osias Moraes (PRB) criticaram, na sessão desta segunda-feira (9) da Câmara de Curitiba, imagens com nudez explícita da exposição “Imagem em profusão – Intersecções da colagem expandida”, atividade da Bienal de Curitiba realizada no Museu Municipal de Arte (MuMA), localizado no Portão. Segundo Ferro, que exibiu em plenário fotografias da mostra consideradas impróprias, a Fundação Cultural atendeu seu pedido e sinalizou a sala como desaconselhável a menores de 18 anos.

“Em Curitiba, vamos continuar a proteger a inocência das crianças. Se algum pai gosta de mostrar essas imagens [aos filhos] e acha que acrescenta, tem liberdade de levar”, declarou Ferro. Já escolas que visitarem o MuMA, afirmou o parlamentar, não verão a exposição “Imagem em profusão”, inaugurada em 1º de outubro e que deve ficar em cartaz até 25 de fevereiro de 2018. As mostras culturais, avaliou, “em algumas situações têm passado do limite e do bom senso”. Por outro lado, ele elogiou obras expostas no MuMa “que vieram da China [país homenageado pela 24ª edição da bienal], que são belíssimas”.Para Moraes, exposições “dessa natureza não trazem benefício algum. Não podemos permitir que crianças e adolescentes sejam dessa forma atingidos. Estou vendo que pornografia virou arte”.

O vereador também comentou o veto do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, integrante de seu partido, à realização do “Queermuseu – Cartografias da diferença da arte brasileira” no Museu de Arte do Rio (MAR). Ele opinou que o chefe do Poder Executivo pode sim se posicionar contra a iniciativa, pelo fato de a mostra ter utilizado recursos públicos (via Lei Rouanet).

Além do posicionamento contrário ao “Queermuseu”, o representante do PRB na Câmara de Curitiba havia falado, na semana passada, contra a performance com nudez “La Bête”, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) pelo bailarino e coreógrafo Wagner Schwartz – que, para Moraes, pode ser considerada um “ato pedófilo”.