O primeiro orçamento totalmente elaborado pela equipe do prefeito Eduardo Pimentel foi aprovado nesta quinta-feira (11) pela Câmara Municipal de Curitiba. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê recursos na ordem de R$ 15,42 bilhões, valor 6% superior ao de 2025.
Descontadas as despesas intraorçamentárias, que são pagamentos feitos entre órgãos públicos, o orçamento líquido será de R$ 14,558 bilhões. É com esse montante que o Município pretende manter e ampliar os serviços públicos ofertados à população curitibana.
A Saúde receberá a maior fatia dos recursos, com 21,37% do orçamento, seguida pela Educação (19,63%), Previdência Social (14,95%), Urbanismo (14,43%) e Administração (7,6%).
Um dos destaques da LOA 2026 está nos investimentos previstos: R$ 1,86 bilhão, superando em 73% o recorde alcançado em 2025, que foi de R$ 1,07 bilhão. Desse valor, R$ 727 milhões são recursos próprios da Prefeitura e R$ 1,13 bilhão virão de outras fontes, como operações de crédito.
A “poupança” para situações extraordinárias, conhecida como reserva de contingência, está estimada em R$ 185,5 milhões. As despesas com pessoal consumirão R$ 6,97 bilhões em 2026, e o Executivo prevê aportes de R$ 738 milhões à Previdência dos servidores municipais.
Para compor esse orçamento recorde, a Prefeitura de Curitiba prevê R$ 13,34 bilhões de receitas correntes, R$ 1,22 bilhão de capital e R$ 862 milhões de receitas intraorçamentárias. Como nos últimos anos, a maior parte dos recursos virá de arrecadação própria: R$ 8,23 bilhões, o que representa 57,2% do total.
O Executivo projeta arrecadar R$ 2,81 bilhões em ISS, R$ 1,74 bilhão em IPTU, R$ 764 milhões em IRRF e R$ 658,9 milhões em ITBI. As transferências da União devem somar R$ 2,26 bilhões, enquanto o estado contribuirá com R$ 1,66 bilhão.
A LOA 2026 foi elaborada com base no Plano Plurianual 2026-2029 e na revisão da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026, aprovadas neste mês pela Câmara. As projeções econômicas consideradas incluem crescimento do PIB de 1,88%, inflação (IPCA) de 4,56% e taxa Selic de 12,50%.
Nesse cenário, o pagamento de dívidas demandará R$ 382 milhões entre amortização, juros e encargos, com R$ 202 milhões reservados para precatórios.
Antes de ir à votação em plenário, a Lei Orçamentária Anual para 2026 passou por consulta popular, audiência pública na Câmara e foi discutida duas vezes pela Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização. O projeto, com 740 páginas, está disponível para consulta no site da CMC.
Após a aprovação do texto-base, o plenário da Câmara de Curitiba segue com a votação das 1.042 emendas ao projeto, sendo 3 da Prefeitura, 9 de comissões do Legislativo, 160 emendas parlamentares coletivas e 870 individuais.
