Progressão de idade

Veja como estaria hoje João Rafael, criança desaparecida em 2013 no Paraná

Caso João Rafael Kovalski: como estaria hoje após 14 anos do desaparecimento | Foto: Marco Andre Lima/Arquivo
Caso João Rafael Kovalski: como estaria hoje após 14 anos do desaparecimento | Foto: Marco Andre Lima/Arquivo

Desde o desaparecimento de João Rafael Kovalski, em 2013, a Tribuna do Paraná acompanha o caso e a trajetória da família em busca de respostas. Quase 14 anos depois, a mãe Lorena Cristina, 45 anos, voltou a se pronunciar e afirma que não sente como se o filho estivesse morto.

Em casos de desaparecimentos, a Polícia Científica realiza a técnica chamada de progressão de idade, uma ilustração da vítima de como ela poderia se parecer após algum tempo. A última progressão de idade realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), foi em 2023, mostrando como João Rafael estaria aos 12 anos.

Com auxílio de uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA), a equipe da Tribuna do Paraná realizou uma progressão de idade para saber como João Rafael Kovalski estaria em 2026, com 15 anos. Confira:

Progressão de idade de João Rafael Kovalski feita pela Tribuna do Paraná. Vale ressaltar que a progressão realizada pela reportagem não é oficial | Rodrigo Cunha/Tribuna do Paraná/Gemini

Como funciona a progressão de idade

Procurada pela Tribuna do Paraná, a Polícia Civil detalhou o protocolo oficial utilizado no estado para realizar a progressão de idade. Segundo a PCPR, a progressão de imagem etária é um procedimento técnico-científico utilizado para estimar como uma criança desaparecida pode aparentar em idade futura, com base na última imagem disponível.

No Instituto de Identificação do Paraná, esse processo segue etapas que incluem a coleta de fotografias da criança e de familiares, além de dados biográficos relevantes.

Em seguida, é feito um estudo morfológico das características craniofaciais. Com base em conhecimentos da Antropologia Forense e da Morfologia Craniofacial, aplicam-se modelos de crescimento ósseo e softwares especializados são utilizados para reconstruir digitalmente a aparência projetada, considerando também influências genéticas.

A progressão de imagem etária constitui ferramenta auxiliar de investigação com base científica em crescimento craniofacial e análise morfológica. O objetivo é aumentar a probabilidade de reconhecimento, auxiliando ações de busca e identificação. A atividade é sempre associada a outros métodos técnico-periciais para confirmação de identidade.

Progressão de João Rafael hoje

A Tribuna realizou uma progressão de idade com auxílio de uma IA para saber como João Rafael Kovalski estaria em 2026, prestes a completar 15 anos. Para realizar a ilustração técnica, foi utilizada uma foto da mãe Lorena Cristina, para chegar próximo de um resultado fiel.

Vale ressaltar que a progressão realizada pela reportagem não é oficial, mas têm o objetivo de aumentar a probabilidade de reconhecimento por parte da população, auxiliando na possível localização da vítima.

Leia mais sobre o caso:

A IA analisou os dados da foto original do menino para garantir que a versão “envelhecida” mantivesse a consistência genética. Ela manteve o padrão ondulado do cabelo e a cor dos olhos combinados com as características da mãe como padrão biológico.

O que fazer em caso de desaparecimento?

Segundo a delegada Patrícia Paz, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), a agilidade da família é fator determinante para o sucesso das buscas.

“A comunicação deve ser imediata. Os primeiros minutos são cruciais e a velocidade das informações contribui diretamente com o nosso trabalho”, afirma a delegada.

Além da investigação, a PCPR reforça que a prevenção é a principal ferramenta contra o desaparecimento. Autoridades alertam que crianças podem se afastar rapidamente de ambientes controlados, exigindo vigilância constante dos responsáveis.

O monitoramento deve se estender ao ambiente digital. O uso de computadores e celulares por menores deve ser acompanhado de perto pelos pais para evitar exposições a riscos online.

Como colaborar

A Polícia Civil orienta que, assim que uma criança for localizada, os familiares compareçam à delegacia para dar baixa no boletim de ocorrência, permitindo a atualização dos bancos de dados e o encerramento oficial do caso.

A população também pode atuar na proteção de menores denunciando situações de negligência ou violência. Os canais disponíveis são:

  • 197: Polícia Civil (PCPR)
  • 181: Disque-Denúncia (sigilo absoluto)
  • 190: Polícia Militar (casos de emergência)

Manda pra Tribuna!

Você conhece pessoas que fazem coisas incríveis, viu alguma irregularidade na sua região? Quer mandar uma foto, vídeo ou fazer uma denúncia? Entre em contato com a gente pelo WhatsApp dos Caçadores de Notícias, pelo número (41) 9 9683-9504. Ah, quando falar com a gente, conte sobre essa matéria aqui! 😉

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google