Câmara de Curitiba

Vanda de Assis pede cassação de Delegada Tathiana após acusação de xenofobia

Vanda de Assis aciona Conselho de Ética e pede cassação de Delegada Tathiana após acusação de xenofobia
Delegada Tathiana Guzella. Foto: Rodrigo Fonseca | CMC

A vereadora Vanda de Assis (PT) protocolou, nesta quinta-feira (6), uma representação por quebra de decoro parlamentar na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) contra a vereadora Delegada Tathiana (PL). O documento pede a abertura de processo disciplinar que prevê como punição máxima a cassação do mandato da parlamentar.

A medida é um desdobramento do episódio ocorrido na sessão de quarta-feira (5), durante o debate de um projeto voltado à população em situação de rua. Na ocasião, ao rebater uma fala da parlamentar petista, a Delegada Tathiana sugeriu que ela retornasse ao seu estado natal, dizendo: “Por que a senhora não volta para o Ceará?”.

No documento entregue à Mesa Diretora do Legislativo municipal, a defesa de Vanda de Assis sustenta que a fala configurou crime de xenofobia e violou as normas morais e éticas que regem a conduta parlamentar.

Entre os requerimentos, a representação pede expressamente que a Delegada Tathiana seja declarada impedida de atuar como corregedora no processo, função que ocupa atualmente na Casa, a fim de garantir a isenção na apuração. O texto solicita o encaminhamento imediato do caso ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e pede, ao fim da tramitação, a perda do mandato.

O debate no Legislativo curitibano teve repercussão. No mesmo dia da sessão, Vanda de Assis divulgou nota repudiando o episódio, ressaltando o orgulho de sua origem nordestina e afirmando que a imunidade parlamentar não alcança condutas discriminatórias.

Por outro lado, em nota emitida pela assessoria, a Delegada Tathiana negou qualquer intenção preconceituosa. A vereadora do PL argumentou que teve o raciocínio interrompido em plenário e que sua declaração integrava uma crítica estritamente política e ideológica às gestões de esquerda no Ceará. A parlamentar informou ainda que registrou boletim de ocorrência contra a vereadora do PT por crime contra a honra e reiterou sua trajetória de valorização da comunidade nordestina no Paraná.

Até o momento, a Câmara Municipal de Curitiba não emitiu posicionamento oficial sobre o andamento da representação protocolada.

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