O último suspeito de envolvimento na chacina do Barreirinha, que aconteceu em 2010 e vitimou seis pessoas, foi julgado ontem. Mário César dos Santos, 25 anos, foi condenado a 54 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. O advogado do réu deve recorrer da sentença.

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Ezequiel dos Santos, 29 anos, Omar Lopes Nascimento, 25, e Adriano Martins Ribeiro dos Santos, 22, também foram condenados. O crime aconteceu em um beco da Rua Albino Blum e, segundo o inquérito da Polícia Civil, foi resultado da briga pelo controle da venda de drogas no bairro, após a prisão de um chefe de quadrilha.

Na época, Ezequiel contratou o trio e forneceu as armas, a mando de outro homem, identificado como Ubiratan Xavier Fontoura, 46. Ele foi apontado como um dos mandantes, mas foi julgado apenas por formação de quadrilha e tráfico.

Vítimas

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Na chacina foram mortos Valéria Neves da Luz, 17 anos, que estava grávida, Cristiane da Silva, 16, André Moraes, 28, Marcelo Estevam, 22, Márcia Medeiros, 26, e Anderson dos Reis, 24. As investigações indicaram que o verdadeiro alvo era Juarez de Morais, traficante rival de Ubiratan, que não estava no barraco.

Segundo a polícia, dias antes dos homicídios, Juarez teria tentado matar Ubiratan. Então, o bando de Ubiratan matou um adolescente de 17 anos, ligado à quadrilha de Juarez, e prometeu voltar para matá-lo, além de Valéria e Cristiane. André foi executado por ser irmão de Juarez. Márcia, Marcelo e Anderson, morreram por estarem no local.

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Com todos os envolvidos julgados, a Justiça considera o caso encerrado. Apesar disso, o advogado de Mário César, Bruno Thielle Araújo Silveira, deve recorrer da sentença.