Tem gente que não acredita em destino, mas para quem acredita, o que aconteceu com uma travesti na madrugada desta sexta-feira (26) mostra que algo estava tentando avisa-la. Minutos após passar por uma rua da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), onde viu um homem morto, a travesti, de 40 anos, foi atropelada e não resistiu.

O acidente aconteceu por volta de 1h, na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, marginal do Contorno Sul, a BR-376, próximo ao quilômetro 593. A travesti, que se chamava Jackson, foi atropelada por um Corsa ao tentar atravessar a via.

Com o impacto, a travesti bateu a cabeça no para-brisa e depois, antes de cair ao chão, na coluna do carro. O Siate foi acionado e pelo motorista, que parou para tentar socorrer a vítima, mas não deu tempo. A travesti morreu na hora.

Bafômetro

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do Corsa passou pelo teste do bafômetro e o equipamento apontou que ele não estava alcoolizado. O homem, que estava no carro com a esposa, estava desesperado com o acidente. A mulher também teria ficado bastante nervosa, mas nenhum dos dois se feriu.

Destino?

Se foi o destino ou não, ninguém sabe, mas que pelo menos aconteceu uma triste coincidência, aconteceu. Menos de uma hora antes do acidente, a travesti teria passado pela na Rua Cornélio Procópio, onde Alessandro de Jesus Batista foi assassinado com cerca de 10 tiros.

No local do crime, assustada, a travesti perguntou o que aconteceu com o homem e depois de ser informar começou a caminhar para ir embora. Antes de sair do local do crime, impressionada, a travesti teria comentado que não gostava de ver aquilo e que se sentia mal com a cena. Ela foi atropelada a cerca de quatro quadras do local do assassinato.