Desprotegido pela falta de uso dos equipamentos de segurança, o operário Reni Pereira da Silva, 42 anos, sofreu uma queda fatal na obra em que trabalhava, dentro do condomínio Mirabelle, na Rua Lubumir Viergbiski, Campo Comprido. Desta terça-feira (30), por volta das 14h40, ele limpava a laje, no segundo andar da construção, quando caiu de três metros e meio. Na queda, teve pescoço e peito perfurados por vergalhões e ficou perdurado de ponta-cabeça, preso pela perna esquerda, transpassada por um dos ferros.

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O socorrista do Siate Diego Biaca confirmou que a vítima não usava os equipamentos de segurança necessários. “Há duas semanas uma equipe nossa atendeu outra vítima na mesma construção. O homem era colega desse que morreu e sofreu queda parecida, mas teve sorte porque não foi atingido pelos ferros. Ele teve ferimentos graves na cabeça e foi levado ao hospital com risco de morrer, mas sobreviveu”, descreveu Diego.

Terceirizados

Policiais militares que moram no condomínio disseram que a família de Reni foi avisada sobre a fatalidade por telefone e seguiu direto para o Instituto Médico-Legal (IML). Segundo os PMs, as construções dentro do condomínio geralmente são feitas por empreiteiras, que contratam trabalhadores terceirizados. Representantes da construtora, que não teve o nome divulgado, estiveram no local, mas ninguém quis dar entrevista. O síndico do condomínio também não quis comentar o acidente.

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