A torcida organizada do Athletico, Os Fanáticos, realizou nesta quinta-feira (19) antes do jogo contra o Corinthians, um protesto após a morte do torcedor Leandro Souza. O jovem, de 23 anos, morreu quando retornava da Arena da Baixada, após a vitória contra o Santos, durante uma abordagem da Polícia Militar no bairro Boqueirão, em Curitiba.

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Leandro estava com um grupo de torcedores que voltava do estádio e desembarcou no Terminal do Carmo, a nove quilômetros da Arena. O grupo seguiu a pé pelo bairro, onde cada um seguiria para sua casa, sob escolta da Polícia Militar. Porém, um confronto se iniciou após a chegada da Rotam, Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas.

De acordo com testemunhas, Leandro tentou fugir da abordagem policial e pulou o muro de uma residência. Segundo a PM, o torcedor estava armado e entrou em confronto com os policiais, sendo alvejado no local.

A versão oficial, no entanto, é contestada por testemunhas e outros torcedores do Athletico, que afirmam que Leandro não portava arma. Em nota publicada nas redes sociais, a Torcida Os Fanáticos declarou que o torcedor buscava abrigo após uma ação policial e morreu de forma trágica e desproporcional.

Manifestação nos arredores do estádio

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Na noite desta quinta-feira, torcedores se reuniram para um protesto nos arredores da Arena da Baixada. O grupo queimou pneus na Rua Buenos Aires, ato que não atrapalhou o trânsito, pois a rua já é fechada em dias de jogos na Arena da Baixada. A manifestação contou com a presença do deputado estadual Renato Freitas. Vanessa Silva Candinho, mãe de Leandro, em primeiro protesto realizado na ultima sexta-feira(13) desabafou com a imprensa sobre a perda do filho.

“O Leandro era um menino que levantava às 5h, saía às 7h para trabalhar e chegava às 20h. Não era de maldade, era trabalhador, de coração limpo. Eles mataram o meu menino. A nossa indignação é isso. Chamam torcida de vândalo, vagabundo, mas hoje a torcida foi meu socorro. Como mãe, estão sendo meu socorro hoje, nesse dia. Eu confiava muito na polícia, hoje em dia eu não confio mais. Eu sei o filho que eu tinha em casa, eu sei o que eu tenho dentro de casa”, relatou.

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E aí, Polícia Militar?

Cobrada pela Tribuna, a Polícia Militar informou que a equipe foi inicialmente acionada para o atendimento a uma ocorrência de violação de domicílio. “Segundo os policiais participantes da ação, o suspeito foi localizado dentro do terreno, e na tentativa da abordagem houve resistência com arma de fogo, a qual exigiu a neutralização por parte dos Militares Estaduais. Mesmo com o acionamento do SIATE, o indivíduo não resistiu e veio a óbito.

A arma de fogo que estava em posse do indivíduo foi apreendida e encaminhada à Central de Flagrantes”, disse a PM em nota. Segundo a PM, foi determinada ainda a instauração de procedimento para apurar todas as circunstâncias que envolveram a ocorrência.

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