Dois homicídios tiraram a paz dos moradores de Campo Largo, no fim de semana. Um homem, de 48 anos, foi encontrado morto na manhã de sábado, no bairro Popular Velho. O outro crime ocorreu dentro de um mocó no Jardim das Acácias, na tarde de ontem. Não se descarta a hipótese de envolvimento das vítimas com drogas, mas os assassinatos não possuem relação.
O pedreiro Sebastião Aparecido Fernandes, mais conhecido na região como “Tião Galinha”, foi encontrado morto por uma vizinha, com quatro facadas no corpo, em sua casa na Rua Joscelino Apolinário. Segundo a Polícia Militar, a vítima levou dois golpes nas costas e dois na barriga. O autor do homicídio deixou cravada a faca no corpo de Sebastião.
De acordo com investigadores da delegacia de Campo Largo, o crime teria acontecido durante a madrugada. A autoria não é conhecida, mas a casa de “Tião Galinha” era frequentada por usuários de drogas, para consumir e comprar entorpecentes O movimento de entra e sai de homens e mulheres do local era intenso durante de dia e à noite. A vítima tinha duas passagens pela polícia por tráfico de drogas e, pelo que tudo indica, continuou com o mesmo crime quando em liberdade.
Bar
Assim como fazia todos os dias, Claudemir Moreira dos Santos, 21 anos, entrou ontem num bar da Rua João Cavali, no Jardim das Acácias, para comer um lanche e tomar um refrigerante. Por volta das 15h45, estava sentado ao balcão comendo, quando quatro ou cinco homens se aproximaram e pediram lanches e bebidas.
A balconista alega ter apenas ouvido os tiros assim que entrou na cozinha, nos fundos do bar, para preparar os lanches. Claudemir foi encontrado morto no chão do boteco com três tiros de pistola calibre 9 milímetros na cabeça.
A Polícia Civil descartou latrocínio (roubo com morte), pois a vítima permaneceu com R$ 1.420 em sua carteira, tudo em notas de 100, 50, 20 e 10. Nos bolsos ele carregava alvará de soltura de uma comarca do interior do Estado, indicando que foi solto há pouco tempo. Segundo levantamentos iniciais da polícia, Claudemir morava no bairro havia não mais que três meses. A polícia investiga se o dinheiro foi conseguido com alguma atividade ilícita.
| Colaboração: Carlos Bom Senhor/Folha de Campo Largo |
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| Claudemir esperava lanche quando foi assassinado. |




