O número total de atendimentos a reclamações no Procon-PR, durante os cerca  de sete meses da pandemia do coronavírus (covid-19), chegou a 88.820 até a última sexta-feira (16). As denúncias ocorreram pelos diversos canais virtuais oferecidos ao consumidor. As principais reclamações foram direcionadas às academias, operadoras de telefonia, bancos, financeiras e companhias aéreas.

De acordo com os dados repassados pelo governo, somente pela plataforma consumidor.gov.br foram registrados 66.873 atendimentos. Houve um aumento de aproximadamente 56% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 42.730 atendimentos. Já pelas plataformas do órgão estadual do consumidor foram 21.947 atendimentos em 2020, entre abril e setembro. 

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A chefe do Procon, Claudia Silvano, orienta que o primeiro caminho a ser utilizado pelos consumidores é a plataforma consumidor.gov.br. Segundo ela, participam do serviço mais de 900 empresas, entre elas todas as operadoras de telefonia, bancos, financeiras, companhias aéreas, grandes redes de varejo.

“Uma vez realizado o registro, a empresa tem o prazo de 15 dias para dar uma resposta ao consumidor. Mas as respostas sempre acontecem em prazo menor”, diz Claudia, ressaltando ainda que se for constatada a prática abusiva os fornecedores estão sujeitos a multas que variam de R$ 800 a R$ 8 milhões.

Caso a empresa contra a qual o consumidor precisa reclamar não participe da plataforma consumidor.gov.br, o Procon oferece ainda outras opções de denúncias, que estão disponíveis no site: www.procon.pr.gov.br.

“Para fazer a reclamação é importante que o consumidor tenha nota fiscal da compra, ou foto do produto anunciado e seguir o passo a passo do registro da reclamação online”, alertou o secretário da Sejuf, Ney Leprevost