A decisão do deputado Ney Leprevost (PSD) de retirar sua pré-candidatura à Prefeitura de Curitiba, permitindo a adesão do partido do governador Carlos Massa Ratinho Junior à candidatura à reeleição de Rafael Greca (DEM) causou mudanças no quadro eleitoral da capital e pode colocar mais uma concorrente na disputa pelo Palácio 29 de Março: a deputada estadual Maria Victória (PP).

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A confirmação da aliança entre DEM e PSD deve garantir ao partido do governador a vaga de vice na chapa de Greca. Hoje, o vice-prefeito é Eduardo Pimentel, que trocou, em abril, o PSDB pelo PSD e a retirada da pré-candidatura de Leprevost abriu caminho para a repetição da chapa. E a vaga de vice de Greca era pretendida pelo PP, que agora, busca alternativas.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, quando assumiu a liderança do governo na Câmara, em agosto, o deputado federal Ricardo Barros declarou que sua legenda reivindicaria a candidatura a vice-prefeito para apoiar a reeleição de Greca. Caso contrário, lançaria à prefeitura sua filha, Maria Victória, que, atualmente, preside o diretório estadual e a comissão provisória municipal do partido.

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Após a decisão de Leprevost, comunicada na última sexta-feira (04), Maria Victória convocou no último dia 07, a convenção municipal do partido, prevista para o dia 16. E destacou como primeiro item da pauta a escolha do candidato do partido a prefeito e, como segundo item, a deliberação sobre a coligação partidária para a eleição majoritária e a aprovação do nome da coligação, indicando a candidatura própria do partido.

Procurada pela reportagem a deputada Maria Victoria disse que a decisão do partido só será tomada na convenção e que ela prefere só se manifestar após a manifestação da sigla.

Deputada estadual em segundo mandato, Maria Victoria, que é filha de Ricardo Barros e da ex-governadora Cida Borghetti (PP), disputou a prefeitura de Curitiba nas últimas eleições, em 2016, ficando em 4º lugar, com 5,66% dos votos válidos.