Consultas agendadas no ambulatório do Hospital Evangélico deverão, a partir desta quinta-feira (18), ser desmarcadas por tempo indeterminado. Isto por causa de uma fiscalização feita pela prefeitura, que embargou o prédio por falta de alvará. O ambulatório, que existe há 10 anos e atende num prédio anexo à Faculdade Evangélica, atende pelo SUS cerca de 700 consultas por dia, de várias especialidades, com pacientes vindos de todos os cantos do Estado para tratamentos.

A Secretaria Municipal de Urbanismo esteve no Evangélico, semana passada, para fazer uma fiscalização. Solicitou o alvará de funcionamento, documento que não foi encontrado pela administração. Acredita-se que o prédio funcionou, nestes 10 anos, sem o alvará do urbanismo, havendo somente as licenças sanitárias e dos bombeiros.

O administrador judicial da Sociedade Evangélica Beneficente, Ladislau Zavadil Neto, diz que o hospital, desde que assumiu a nova administração, não teve tempo hábil para regularizar toda a situação. Então para não prejudicar o atendimento aos pacientes, ele deverá acionar o Ministério Público para resolver a situação da forma mais rápida possível. Mas, enquanto isso, as portas ficarão fechadas e as consultas canceladas, pois se desobedecer o embargo, o administrador pode ser enquadrado em crime de desobediência.

Referência no tratamento de queimados, o Evangélico foi recentemente arrematado em leilão pelo Instituto Mackenzie, de São Paulo, por R$ 215 milhões. Como a compra foi muito recente, a administração ainda está em processo de transição.

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