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Curitiba e Região

Pinhais

Rebelião no Complexo Médico Penal já dura quase 20 horas

Aproximadamente 130 detentos se amotinaram no meio da tarde

  • Por Leilane Benetta E Jadson André

A tensão em carceragens de distritos e presídios, que vem há mais de um mês, aumentou ontem, com o calor e a ansiedade de ver a família no fim de ano. Quatro presos simularam doença e conseguiram ir para o Complexo Médico Penal, em Pinhais. Lá fizeram dois agentes penitenciários reféns e, por volta das 15h de ontem, iniciaram a rebelião que se prorroga desde então. Eles abriram as celas da 4.ª galeria, e 130 presos puderam circular livremente pela ala. No total, o a rebelião já dura quase 20 horas.

Perto das 3h desta sexta-feira (27), um dos reféns foi libertado sem ferimentos, porém, o outro continua à mercê dos presos.

De acordo com o capitão Marcio Roberto da Silveira, do Batalhão de Polícia de Guarda, os quatro detentos foram levados da Casa de Custódia de São José dos Pinhais para o Complexo Médico Penal na quarta-feira, alegando estarem doentes. Eles foram medicados e voltariam para a Casa de Custódia, ontem. Porém, queriam retornar para seus estados. No momento da escolta, armados com estoques (facas artesanais), eles renderam os dois agentes penitenciários, roubaram as chaves das celas e libertaram os outros presos.

Até as 10h40 desta sexta-feira (27) o motim continuava sem solução. As negociações sofreram um pequeno avanço com a chegada do advogado Marcelo Cesseti, que entrou acompanhado de policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

O motim na 4.ª galeria não se estendeu para as outras áreas. A capacidade do Complexo Médico Penal é de pouco mais de 600 presos e abriga 704 homens e mulheres. O nome dos agentes feitos reféns não foram divulgados.

Divergências

A Casa de Custódia de São José dos Pinhais nega que os detentos amotinados sejam de lá e informou que seriam da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP-I). A PEP-I não confirmou a informação.

Ao contrário da maioria dos presos da unidade, que estão lá por ter problemas mentais, a 4.ª ala é reservada apenas para os detentos com doenças físicas ou feridos. Eles permanecem no complexo até a recuperação, então são levados de volta para as unidades prisionais de origem.

Fervura aumenta nos distritos

Os 28 presos encarcerados no 9.º Distrito Policial (Santa Quitéria) se rebelaram na tarde de ontem e abriram um buraco na parede de uma das celas. O tumulto começou por volta das 17h, porém, foi controlado rapidamente pelos policiais que estavam de plantão e nenhum preso conseguir fugir.

Os detentos estavam nas duas celas que restaram desde as rebeliões e fugas recentes. Depois da revolta de ontem, eles foram apinhados na cela remanescente. Os investigadores do plantão lamentaram a situação da delegacia e manifestaram temor em permanecer na guarda dos presos. A carceragem tem quatro celas para 16 homens, mas desde o fim de outubro, quando os presos fizeram fugas seguidas, boa parte da estrutura foi destruída.

12.º DP

Depois de um domingo tumultuado no 12.º Distrito Policial (Santa Felicidade), quando presos quebraram celas para tentar fugir, a segunda-feira também teve desordem no local. Segundo um investigador, que preferiu não se identificar, alguns detentos ameaçavam “virar a cadeia”, indignados com a superlotação. Movimentação de viaturas do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do 4.º DP (Boa Vista) foi vista em frente ao 12.º DP na tarde de ontem, mas, segundo o investigador, faziam o deslocamento de 10 presos do Ciac-Sul.

Veja na galer,ia de fotos a rebelião.

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