Quatro homens foram condenados nesta quinta-feira (7), pelo Tribunal do Júri de Campo Largo, na região de Curitiba, pela morte do policial civil Marco Antônio Gogola. O crime aconteceu em 5 de setembro de 2013, quando os acusados (acompanhados de um quinto homem, que depois foi morto pela polícia), invadiram um consultório odontológico do centro da cidade pra resgatar um preso que estava em tratamento.

O prisioneiro havia sido levado ao consultório por Gogola, que era superintendente da delegacia, e um agente de cadeia. O grupo foi ao local com um carro roubado para resgatar o preso, que cumpria pena por roubo e com o qual já estavam previamente ajustados.

Durante a ação, Gogola foi executado com um tiro na nuca e o agente de cadeia foi baleado nas costas, mas sobreviveu.
No mesmo dia, um dos criminosos, que estava com a arma utilizada para matar o policial, foi preso e indicou o local onde os comparsas poderiam ser encontrados. Policiais se dirigiram à residência apontada pelo primeiro detido, no Bairro Cristo Rei, e foram recebidos a bala.

Durante a troca de tiros, um dos suspeitos foi morto com um tiro na cabeça, enquanto o preso que havia sido resgatado foi baleado na perna e no braço direito. A ação policial resultou na prisão de Dionatan Mendes de Quadros, Anderson Barbosa da Luz, Iago Gonçalves e Jean Fernando Portela de Mattos, que agora foram condenados.

O júri, que se tornou o mais longo da história de Campo Largo, teve início às 9 horas de terça-feira e terminou quinta-feira, por volta do meio-dia. Os quatro réus foram condenados a penas que variam entre 42 anos e seis meses e 55 anos e oito meses de reclusão. Todos estão presos e não poderão recorrer em liberdade.