A Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (PT) decidiu, neste sábado (07/03), expulsar o vereador Gilmar Lisboa, de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), do quadro de filiados. A exclusão do parlamentar acontece devido uma investigação do Ministério Público do Paraná (MPPR) de suspeita de importunação e estupro de vulnerável. Lisboa nega as acusações.
Na quinta-feira (05/03), o PT já havia anunciado a suspensão dos direitos partidários de Lisboa. Conforme nota divulgada, a decisão aconteceu “quando o partido tomou ciência de uma investigação em segredo de justiça por Importunação Sexual e Estupro de Vulnerável.”
“O PT reforça o seu compromisso com as mulheres e com o combate ao feminicídio, ao machismo e à misoginia e não tolera, em hipótese alguma, qualquer tipo de violência”, diz o partido.
Por meio de uma nota divulgada nesta semana nas redes sociais, o vereador afirmou que é inocente das acusações e que o processo, em fase de tramitação, envolve questões familiares. “Eu, pessoalmente, não tive oportunidade de ser ouvido e esclarecer as imputações injustas que me foram apontadas, todas baseadas em meras alegações que carecem de prova, como pacientemente venho rebatendo.”
“É evidente que o material apresentado pela imprensa possui o interesse de prejudicar a minha atuação política na Câmara de Vereadores de Araucária. Estamos diante de um escândalo político na Prefeitura do município, do qual venho trabalhando de forma corajosa e enérgica contra a corrupção e eventual cassação do prefeito.”
O “escândalo político” citado pelo vereador é referente à possível cassação do prefeito de Araucária, Gustavo Botogoski (PL), acusado de autorizar, de forma indevida, o pagamento de R$ 31 milhões para uma empresa de transporte coletivo que moveu uma ação contra a prefeitura. No dia 10 de fevereiro, a Câmara abriu Comissão Processante para analisar o processo. Contudo, no dia 24 de fevereiro, os vereadores anularam essa sessão.
Ainda na nota divulgada por Lisboa, ele afirma que as acusações acontecem como “tentativa covarde de calar o importante movimento que venho participando”.
O processo corre em segredo de Justiça.
