Taxistas de Curitiba e Região Metropolitana fazem uma carreata nesta terça-feira (20) para pressionar o cumprimento da lei que regulamenta o serviço de transporte por aplicativo no país, sancionada em novembro de 2018. A mobilização vai percorrer vários bairros da capital a partir das 8h e, por ser em horário de pico, pode deixar o trânsito lento ao longo do trajeto do ato.

Segundo o Sindicato dos Taxistas do Estado do Paraná (Sinditáxi), a carreata sai da Avenida das Torres, próximo ao cruzamento com a Linha Verde, e segue em direção à prefeitura de Curitiba, na Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico.

Durante o trajeto, a carreata passará nos arredores da Rodoferroviária de Curitiba, onde fica a sede da Urbs, gestora do transporte público da cidade. Haverá um ato no local. Depois, os manifestantes seguirão em direção à Câmara Municipal, na Rua Barão do Rio Branco, no Centro, para outro ato.

Acampamento em frente à prefeitura

O ponto final do protesto será na prefeitura, onde os taxistas esperam ser recebidos por representantes do Executivo municipal para dialogar. Se não houver encontro, a categoria promete fazer um acampamento no local.

Como reivindicação principal, os taxistas exigem cumprimento à Lei nº 13.640 que regulamentou a atividade de motoristas particulares de aplicativos como Uber, Cabify e 99. A norma prevê, entre outros pontos, obrigatoriedade da versão da Carteira Nacional de Habilitação na categoria B ou superior, que informe que exerce atividade remunerada, manter em dia o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo e apresentar certidão negativa de antecedentes criminais.

“Demorou dois anos para que a prefeitura fizesse um estudo que autorizasse 700 táxis a circularem na cidade. Mas, para carros de aplicativos, basta assinarem um papel e eles podem rodar”, contesta o taxista Abimael Mardegan.

O município de Curitiba também tem regras próprias para a operação de carros compartilhados na cidade. As normas foram alteradas em novembro de 2018 e passaram a permitir que os veículos tenham placa de outros municípios e que possuam até sete anos de fabricação.

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