Com o objetivo de trabalhar a integração e difundir modalidades esportivas pouco conhecidas entre os estudantes da Escola Municipal Nympha Maria da Rocha Peplow, no Vista Alegre, uma professora adotou o punhobol como prática. A ideia deu super certo e a professora de Educação Física Isabelle Busamolin Boell comemora o sucesso que a novidade fez com as crianças.

Pioneira na proposta, a escola incluiu o punhobol como conteúdo de aprendizagem e os estudantes se encantaram pelo esporte, o que acabou deixando outras modalidades mais populares em segundo plano. As atividades são desenvolvidas com alunos das turmas de 4º e 5º ano.

A professora organizou os 25 estudantes destas turmas em horários especiais para treinar, duas vezes por semana, e formar um time capaz de representar a escola em competições. “Este esporte é fácil de ser aprendido, tem regras simples e fundamentos que trabalham as capacidades motoras dos meninos e meninas”, destacou Isabelle.

+ Fique esperto! Perdeu as últimas notícias sobre segurança, esportes, celebridades e o resumo das novelas? Clique agora e se atualize com a Tribuna do Paraná!

“Eu gosto muito de praticar Punhobol porque é um esporte divertido, ensina a trabalhar em grupo, faz a gente se movimentar e perder peso rápido. Ele ainda é pouco conhecido e assim posso me tornar profissional mais facilmente. E o melhor é que a sede do Punhobol é no Clube Mercês, que fica perto da minha casa”, disse o pequeno Diogo Plusek, de 9 anos.

Alunos da professora Isabelle. Foto: Divulgação / Levy Ferreira / SMCS
Alunos da professora Isabelle.
Foto: Divulgação / Levy Ferreira / SMCS

Também conhecido como faustball ou fistball, o Punhobol é um esporte antigo, mas pouco trabalhado no Brasil. Para mudar essa realidade, Isabelle, que é ex-atleta da modalidade, resolveu participar do projeto-piloto incentivado pela Secretaria Municipal da Educação em parceria com a Secretaria de Esporte Lazer e Juventude (Smelj).

Em família

Os participantes trabalham lições de convivência, como o respeito, limites, cooperação e trabalho em equipe. Isso chamou a atenção das famílias que, percebendo mudanças de comportamento e desempenho escolar, também se tornaram parceiras da iniciativa.

Os estudantes já participaram de torneios entre escolas e agora recebem apoio para estrearem em competições oficiais. “As famílias oficializaram a criação do time de punhobol da nossa escola, adquirindo um uniforme com numeração e nome dos jogadores, que passam a enfrentar novos desafios em torneios regionais”, afirmou a diretora da escola, Graciela Aparecida Gomes.

Para Andreia Plusek, a mudança na vida de Diogo foi considerável. “Como mãe, vejo a mudança na rotina dele, a preocupação em relação a saúde, desenvolveu a capacidade de tomar decisões, melhorou o vínculo de amizade e por trás de tudo isso vem a parceria da escola Nympha Peplow que não mede esforços para proporcionar aos alunos melhor qualidade de vida”, disse a mãe orgulhosa.

Empresa anuncia 150 vagas com salários de até R$ 15 mil na Grande Curitiba

De onde vêm os terremotos de Rio Branco do Sul?