A Rua Sargento Luiz Gonzaga Martins Ribas, no Uberaba, ganhou uma recauchutada no asfalto, mas para surpresa dos moradores a área de 17 metros no fim da rua, limite com a linha do trem, não foi pavimentada. A rua, que faz esquina, a Olindo Caetani, também não. O resultado é um poeirão sem fim que está prejudicando a saúde e o bolso de quem mora no local.

“Minha conta de água já aumentou 30%. Todos os dias é faxina geral. Bate qualquer vento e vem tudo para dentro”, conta o comerciante Nilton dos Santos Langner. A dona de casa Ester Nascimento Ferraz comprou aparelho de inalação. “Não consigo respirar por causa da renite.” Além da despesa extra, reclama que “a roupa do varal fica dura e com cheiro de poeira.”

Na creche municipal da região as crianças estão com sintomas de alergia respiratória, segundo uma professora que não quis se identificar. Portas e janelas são mantidas fechadas e ventiladores ligados o tempo todo para não acumular pó.

Insegurança

Moradores contam que a Rua Sargento Luiz Gonzaga Martins Ribas era sem saída e há dois anos e meio a prefeitura abriu o acesso para a Vila União, cruzando a linha do trem. O asfalto existe até onde era a rua antes de ser aberta. Com o novo desenho, veículos e pedestres circulam pela passagem livremente, sem qualquer sinalização ou garantia de segurança. Há mães com carrinhos de bebê, crianças de bicicleta e idosos, em meio a caminhões de grande porte. “Sempre tem atropelamentos. Por causa da creche, muita criança passa por aqui”, aponta o morador Sérgio Cesário.

Jogo de empurra

A prefeitura informou que o trecho entre o fim do asfalto e a linha do trem é faixa de domínio de ferrovia, de responsabilidade da empresa América Latina Logística (ALL), mas está em andamento estudo para solucionar os problemas de asfalto e segurança. A Rua Olindo Caetani já foi incluída no plano de obras de pavimentação e recuperação de vias.

A ALL confirmou a área como domínio de ferrovia, mas afirmou que só pode tomar alguma providência quanto à pavimentação após a análise técnica e aprovação de projeto de regularização da passagem de nível, que deve ser desenvolvido pela prefeitura e entregue à empresa.