Investigação

Polícia tenta entender dinâmica de tragédia no Água Verde; cortes nas mãos dão pistas

Polícia Civil segue com investigações de crime em Curitiba. Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Na última terça-feira (25), a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, o estudante de engenharia Rafael Furuyama e o engenheiro Marcos Alberto Furuyama foram encontrados mortos dentro de um apartamento no bairro Água Verde. De acordo com a Polícia Civil, as investigações avançam e estão aguardando também a finalização do exame pericial da Polícia Científica.

As três vítimas, que são pai, mãe e filho, foram encontradas com marcas de faca pelo corpo, inclusive nas mãos de mãe e filho (mas não nas do pai). O delegado Ivo Viana explica, entretanto, que não sabem se as marcas indicam defesa de um ataque.

Os policiais já ouviram onze pessoas para a investigação, entre familiares, amigos, vizinhos e funcionários do condomínio. A equipe também analisou as câmeras de segurança do prédio, que mostraram que a última movimentação da família foi no domingo (23) às 19h27. A equipe também reforça que não há elementos suficientes para afirmar que alguma das vítimas estava dormindo no momento da ocorrência.

Hipóteses para o crime

O delegado ainda detalha que uma das hipóteses que já foi descartada é de que uma quarta pessoa estivesse envolvida no crime. “Limitando acontecimento às pessoas que estavam dentro do apartamento, que são as três pessoas que foram encontradas mortas”, resume.

Mas, ainda não está definido se os homicídios aconteceram por uma briga ou foi uma ação premeditada. A possibilidade que está ganhando força com os investigadores é de que Marcos teria tirado a própria vida.

Questão financeira é levada em conta

O apartamento onde a família morava foi a leilão e chegou a ser arrematado. No início de agosto, um oficial de justiça teria entrado em contato com Marcos para que houvesse a desocupação do imóvel no prazo estabelecido. Mas não se sabe se a sua esposa Cláudia, ou seu filho Rafael, tinham conhecimento do fato.

De acordo com os familiares que foram ouvidos pela Polícia, eles não tinham conhecimento do certame. Eles sabiam, apenas, que Marcos tinha uma construtora e que havia um processo de juízo, que teve início em 2014, mas não tinham conhecimento do desfecho.

“Não temos nenhum tipo de informação que permita falarmos que Cláudia ou Rafael tinham conhecimento que o imóvel tinha sido arrematado em leilão. Ao que tudo indica não, ou se tinham, não foi externalizado para outras pessoas”, resume o delegado.

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